Treze anos servindo as comunidades empresarial e profissional
Liberdade no Mercado de Trabalho
Por Robert J. Tamasy
Nesta data, 04 de julho, para muitos é apenas mais um dia comum. Entretanto, como você deve saber, no dia 4 de julho nos Estados Unidos celebra-se o “Dia da Independência”, quando em 1776, as “colônias” se declararam livres do governo e soberania da Grã-Bretanha.
O que liberdade significa para você? Alguns dizem que significa poder fazer tudo o que se desejar. Para outros significa libertar-se da opressão ou do controle excessivo. Dicitionary.com define a palavra como “o estado de sentir-se livre ou liberto, e não confinado ou sob limitação física; isento de controle, interferência ou regulamentos externos; poder para determinar uma ação sem restrições”.
Liberdade é algo apreciado no mundo profissional e empresarial, especialmente por pessoas com inclinação para o empreendedorismo. Elas apreciam fazer o tipo de trabalho que gostam, onde, quando e como desejarem. Evidentemente um componente importante é dispor de recursos necessários para ir em busca dos desejos vocacionais.
Quando penso em liberdade uma ideia que me ocorre é a da intersecção entre o trabalho (ou carreira) de alguém e sua fé. Existem aqueles que argumentam que o ambiente pragmático do mercado de trabalho, orientado por perdas e ganhos, não deixa espaço para a fé. Eu discordo. Na verdade, creio que a Bíblia nos oferece diretrizes claras para nos tornarmos nos empresários e profissionais que deveríamos ser. Considere o seguinte:
Liberdade para sermos o que foi planejado para nós. O motivo de não vermos um Volkswagen competindo numa corrida de Fórmula Um é que ele não foi projetado para isso. De igual modo, se queremos um veículo confortável e econômico para viajar não vamos escolher um carro de corrida. Assim, cada um de nós foi projetado com exclusividade, com personalidade, interesses, habilidades e talentos dados por Deus, que nos distinguem dos demais. Reconhecer isto nos liberta para descobrir nossa realização profissional. “Pois foi Deus quem nos fez o que somos agora; em nossa união com Cristo Jesus, Ele nos criou para que fizéssemos as boas obras que Ele já havia preparado para nós” (Efésios 2.10).
Liberdade para fazer o que é correto. No exigente e competitivo mercado de trabalho do século XXI, são muitas as tentações para sacrificarmos nossos princípios e transigirmos com nossas convicções a fim de alcançarmos sucesso. Mas a confiança em Deus – e não nas circunstâncias externas – nos liberta para nos aferrarmos aos valores que produzem honestidade e integridade que, por sua vez, alimentam a confiança. “Cristo nos libertou para que nós sejamos realmente livres. ...Vocês, irmãos, foram chamados para serem livres. Mas não deixem que esta liberdade se torne uma desculpa para permitir que a natureza humana domine vocês. Pelo contrário, que o amor faça com que vocês sirvam uns aos outros” (Gálatas 5.1,13).
Liberdade para apropriar-se dos recursos de Deus. Se você está iniciando um novo negócio, seria útil contar com o auxílio de um benfeitor rico. A Bíblia diz que Deus é o dono de todas as coisas e Ele generosamente oferece Seus recursos para nosso uso. Se estivermos fazendo o que Ele quer, Ele promete prover nossas necessidades. “E o meu Deus, por meio das gloriosas riquezas que Ele tem para oferecer por meio de Cristo Jesus, lhes dará tudo o que vocês precisam” (Filipenses 4.19).
Questões Para Reflexão
1. Qual é sua definição de liberdade? Na sua atual situação – pessoal ou profissional – você se sente “livre”?
2. Concorda com a afirmativa de que as práticas pragmáticas do mercado de trabalho entram em conflito com a questão da fé? Por que?
3. Em sua experiência, como sua fé – suas crenças espirituais – influenciou sua conduta no mercado de trabalho?
4. De que maneira você acredita que uma fé crescente e genuína poderia oferecer um senso de liberdade para as pessoas no meio profissional e empresarial, apesar das mudanças e incertezas constantes?
Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas com o tema, sugerimos: Josué 1.6-9; Salmos 37.4-5; Provérbios 10.9; 11.3; Eclesiastes 5.19; Jeremias 29.11.
Liderança Viável e Acessível
Por Rick Boxx
Um editorial do destacado jornal de negócios, The Wall Street Journal, citou uma surpreendente tendência que está sendo praticada por executivos muito atarefados. De acordo com o relato eles estão contratando diretores de recursos humanos (“chief of staff”) – alguém para lidar diretamente com os funcionários, liberando os CEO’s para tratar de responsabilidades mais amplas no âmbito corporativo.
Parece significativo que no momento em que muitos CEO’s já se encontram bastante isolados de seus funcionários tenham agora lançado mão do recurso de designar outro guardião – uma nova camada de isolamento com seus empregados. Obviamente isso torna cada vez mais difícil que um funcionário tenha acesso direto aos superiores. Também leva a grande frustração entre aqueles que acreditam que suas necessidade s não estão sendo ouvidas e suas contribuições não estão sendo reconhecidas.
O gerenciamento de tempo é fundamental e desconfio que seja uma das razões para essa recente tática. Entretanto, liderança verdadeiramente eficiente tem a ver com servir pessoas e não evitá-las. Quando encaramos o lidar com pessoas como problema em vez de privilégio, nossas prioridades estão seriamente fora de alinhamento.
Existem muitas fontes de consulta no que diz respeito à importância dos líderes estarem em estreito contato com seus liderados. Mas os melhores exemplos são encontrados na Bíblia. No Novo Testamento lemos: “Alguns traziam crianças a Jesus para que Ele tocasse nelas, mas os discípulos os repreendiam. Quando Jesus viu isso, ficou indignado e lhes disse: ‘Deixem vir a Mim as crianças, não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas’” (Marcos 10.13-14).
Um conhecedor da vida de Jesus sabe que Ele tinha uma missão muito clara e dispunha de pouco tempo para cumpri-la. Ainda assim Ele sempre encontrava tempo para atender às pessoas que reclamavam Sua atenção, como na passagem acima. Se o Filho de Deus Se mostrava acessível às crianças, que naquela época nem eram consideradas pessoas, não deveríamos nós ser mais acessíveis aos nossos colaboradores? Eis outros exemplos extraídos da Bíblia:
Monitore regularmente o pulso da sua equipe. Como você vai saber se algum problema importante está para surgir se não se comunicar de forma consistente e próxima com seus empregados? Ignorar questões significativas pode colocar em perigo sua organização. “Esforce-se para saber bem como suas ovelhas estão, dê cuidadosa atenção aos seus rebanhos... os cordeiros lhe fornecerão roupa, e os bodes lhe renderão o preço de um campo” (Provérbios 27.23,26).
Conheça e se interesse por sua equipe. Quando as pessoas acreditam que seus líderes as conhecem e olham por seus interesses, elas se sentem estimuladas a fazer o melhor possível. “Quando a nação tem líderes inteligentes e sensatos, ela se torna forte e firme; mas quando a nação peca, ela muda de governo a toda hora” (Provérbios 28.2).
Dê a mesma atenção e cuidado que gostaria de receber. Quando temos necessidades prementes queremos comunicá-las a quem possa oferecer-nos assistência. Como líderes, devemos ser igualmente compreensivos com aqueles que se reportam a nós. “Façam aos outros a mesma coisa que querem que eles façam a vocês” (Lucas 6.31).
Questões Para Reflexão
1. Sua empresa ou outra que conheça, está seguindo essa tendência de contratar um diretor de recursos humanos, um intermediário entre a liderança e os funcionários? O que você acha dessa prática?
2. Por que é tão difícil para os líderes manterem linhas diretas de comunicação com os empregados?
3. Apesar das pressões e restrições de tempo que ações poderiam ser adotadas pelos executivos para que pudessem “conhecer a condição do seu rebanho”, sem delegar isso a outra pessoa?
4. Como líder, o que você consideraria fazer a partir de hoje, para estar mais disponível e acessível para aqueles que se reportam a você?
Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas com o tema, sugerimos: Provérbios 14.4;15.22; 19.20; 20.18; Salmo 23.1-6; Filipenses 2.3-4.
Mantendo Motivação
Por Rick Warren
Existe um ditado geralmente aplicado a eventos esportivos, mas que também é adequado a qualquer empreendimento na vida diária, inclusive ao mercado de trabalho:“Não importa como você começa, mas sim como termina”. Ao iniciar uma nova atividade, como o lançamento de um produto inovador, uma estratégia de marketing criativa ou a implementação de nova tecnologia, geralmente experimentamos altos níveis de entusiasmo. As expectativas são elevadas e as esperanças voam alto antecipando resultados promissores.
Entretanto, esses picos de energia e empolgação raramente são sustentados. Não é raro as pessoas se sentirem decepcionadas, desanimadas e fatigadas na metade do caminho rumo a um difícil desafio, não importa quanto o objetivo valha a pena. As emoções se acalmam e a realidade se manifesta no trabalho árduo e enfadonho exigido para levar um projeto até o fim.
Em tempos assim, ajuda muito manter perspectiva apropriada sobre o assunto. Quando começo a sentir cansaço, olho para passagens como Provérbios 25. Ela é ótima para lembrar-me que meus sentimentos não são uma medida confiável sobre como as coisas estão se desenrolando. Provérbios 25:28 nos diz que, “Quem não sabe se controlar é tão sem defesa como uma cidade sem muralhas”. Os sentimentos podem elevar-se e dar voltas, portanto, não podemos confiar em emoções se quisermos concluir com sucesso aquilo que começamos.
Nossos sentimentos se originam numa variedade de fontes passadas, presentes e futuras. Mas a verdade é que eles geralmente mentem; nem sempre são um reflexo da realidade. E não apenas isso, mas a vida também é complexa e vivemos em meio a uma mistura de sentimentos. “Mesmo no riso o coração pode sofrer, e a alegria pode terminar em tristeza” (Provérbios 14.13). Ou, como alguém já disse, “Às vezes eu rio para não chorar”.
As pessoas geralmente comparam a vida com uma montanha-russa, repleta de uma combinação de montanhas e vales. Mas na realidade, a vida é mais parecida com os dois trilhos de uma ferrovia. Um trilho representa as coisas boas e positivas da sua vida; o outro, representa os elementos ruins e dolorosos.
Precisamos reconhecer uma simples verdade: nós vamos sempre nos deparar com o bom e o ruim ao mesmo tempo! Sempre haverá algo de bom e sempre haverá algo ruim acontecendo na sua vida. Não podemos esperar que em um mês tudo esteja bom, e em outro tudo ruim. Sempre teremos uma mistura de ambos, uma mescla entre o amargo e o doce. Embora não possamos separar o bom do ruim em nossa vida, seja no trabalho ou no lar, podemos escolher onde focar e que atitudes adotar quando os eventos acontecem:“Alegrem-se com os que se alegram e chorem com os que choram” (Romanos 12.15).
Por isso confiar em Deus é fundamental para resistir às tempestades da vida, bem como as surpresas agradáveis. Provérbios 3.5 nos instrui que devemos confiar em Deus de todo o coração e não nos fiarmos em nossas próprias percepções. Estas podem subir e baixar como a maré numa praia. Deus, porém, permanece fiel e constante.
Questões Para Reflexão
1. Você já tinha ouvido o ditado, “Não importa como você começa, mas sim como termina”? O que ele significa para você?
2. O autor fala sobre desânimo e cansaço que geralmente surgem em meio a um projeto longo e exigente. Você já experimentou isso? Como você lidou com elas?
3. Afirma-se que emoções não são um indicador confiável de como as coisas estão progredindo. Por que você acha que os sentimentos podem ser enganadores?
4. Como o confiar em Deus e Sua fidelidade pode nos ajudar mais que nossa percepção ou sentimentos a respeito das circunstâncias que enfrentamos?
Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas com o tema, sugerimos: Josué 1.6-9; Isaías 26.3; 40.31; 41.10; Mateus 6.25-34; Filipenses 4.4-9,13,19.
Próxima semana tem mais!
Texto de autoria de Rick Warren , escritor e conferencista, autor do best-seller "The Purpose-Drive Life" (Uma Vida Com Propósitos), traduzido em várias línguas através do mundo. Usado com a devida permissão. Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes (fortes@cbmc.org.com






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