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Cone© [Crônicas da Surdez] - Teste da Orelhinha: você é contra ou a favor?



Teste da Orelhinha: você é contra ou a favor?

Acho que a pergunta nem precisava ser feita, né? Saúde é saúde. Qual pai ou mãe não vai querer fazer o Teste do Pezinho ou o Teste da Orelhinha no seu bebê recém nascido? Nunca me passou pela cabeça a possibilidade de alguém ser contra o Teste de Orelhinha. Até que encontrei este vídeo, feito por um surdo sinalizado. O teste é obrigatório por lei desde 02/08/2010.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=6Df0G-H0G_A

Segundo o Guia do Bebê :

"Um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento completo da criança é a audição. O bebê já escuta desde bem pequeno, antes mesmo de ser erguido pelo doutor em sua apresentação ao mundo. Isso acontece a partir do quinto mês de gestação, onde o bebê ouve os sons do corpo da mamãe e sua voz. É através da audição e da experiência que as crianças têm com os sons ainda na barriga da mãe que se inicia o desenvolvimento da linguagem. Qualquer perda na capacidade auditiva, mesmo que pequena, impede a criança de receber adequadamente as informações sonoras que são essenciais para a aquisição da linguagem. Bom, depois dessas informações fica mais fácil saber a importância do Teste da Orelhinha, ou Triagem Auditiva Neonatal, que é realizado já no segundo ou terceiro dia de vida do bebê. Ao contrário do nome parecido com o teste do pezinho, no Teste da Orelhinha não é preciso fazer um furinho na orelha do bebê (ainda bem). Esse exame consiste na colocação de um fone acoplado a um computador na orelha do bebê que emite sons de fraca intensidade e recolhe as respostas que a orelha interna do bebê produz. O exame logo ao nascer é imprescindível para todos os bebês, principalmente àqueles que nascem com algum tipo de problema auditivo. Estudos indicam que um bebê que tenha um diagnóstico e intervenção fonoaudiológica até os seis meses de idade pode desenvolver linguagem muito próxima a de uma criança ouvinte. O grande problema é que a maioria dos diagnósticos de perda auditiva em crianças acontece muito tardiamente, com três ou quatro anos, quando o prejuízo no desenvolvimento emocional, cognitivo, social e de linguagem da criança está seriamente comprometido."

 

No vídeo abaixo, que é uma parte do documentário americano Som e Fúria (foi exibido no GNT) vemos um contraponto muito interessante. Hoje em dia, a surdez não é mais um 'jogo de azar', ou seja, a tecnologia permite que bebês surdos façam o implante coclear e passem a ouvir, ou usem aparelhos auditivos (cada caso é um caso). E ter um implante coclear ou usar aparelhos NÃO FAZ DE NINGUÉM MENOS SURDO. No momento em que você desliga, que a pilha acaba ou ele dá problema, você está de volta ao silêncio. A criança pode transitar nos dois mundos: o do som (ouvinte) e do silêncio (surdos). Porque privar uma criança da audição se ela pode tê-la? Esse argumento usado pela 'comunidade surda' de que é preciso dar continuidade à Língua de Sinais não é válido, ao meu ver. A vida de bebês não deve se prestar a esse propósito que é do interesse apenas de adultos surdos sinalizados.

http://www.youtube.com/watch?v=W-si-qdrcro&feature=player_embedded

O que vocês pensam a respeito disso? Particularmente, fiquei assustada com esse lobby contra o Teste da Orelhinha que a 'comunidade surda' tem feito com força. Me parece um enorme retrocesso. Audição é saúde, sim! Mesmo que não seja perfeita como a de um ouvinte sem nenhum problema auditivo. Mesmo que seja possível somente através da tecnologia. Se não fosse, não seria considerada um sentido.

Concordo que os pais de bebês surdos devem receber TODAS as informações a respeito de suas opções – implante coclear, aparelhos auditivos, Língua de Sinais. A escolha é deles. E quando um bebê faz implante coclear ou usa AASI, ele não deixa de ser surdo e, quando crescer, se assim desejar, pode parar de usá-los e viver apenas no 'mundo surdo'. Penso que os pais devem dar SIM a opção de ouvir ao seu filho.

Essa problemática 'cultural' se dá apenas na deficiência surdez. Nunca vi um cego ser contra outro cego utilizar a tecnologia para recuperar a visão, se puder e desejar. Nunca vi um deficiente físico ser contra outro deficiente físico se empenhar em ter seus movimentos de volta.

Uma criança surda tem direito de ter a opção de transitar nos dois mundos: o dos ouvintes e o dos surdos. A escolha de permanecer em apenas um deles deve ser única e exclusivamente dela, quando tiver idade para tomar essa decisão.








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