Saudações,
peço autorização para publicar um pequeno artigo sobre a mulher no paganismo e poder feminino.
Obrigada e beijos.
Márcia Nogueira - Alba
Para Afrodites, Dianas e Morganas
Nesse período mulheres pagãs e neo-pagãs se preparam para os ritos dedicados aos deuses do verão, com muitas flores, velas, vermelhos e expectativas pelo encontro. Festejar uma divindade nos moldes da sua integridade significa manter as características intencionais do ritual. Nessa época deliciosa de sexualidade à flor da pele o ideal é que todos estejam felizes e possam vivenciar plenamente as vibrantes energias fertilizadoras e salutares.
Pessoas são pessoas e dentro ou fora do círculo pagão há um frequente mal entendido na interpretação dos papéis homem e mulher. Sendo as mulheres essencialmente intuitivas e sensíveis, transformação, beleza e entrelaces fazem parte das integridades do poder feminino. Quando essas características não são bem compreendidas, eis que possivelmente as belas e poderosas Afrodites, Dianas e Morganas tendem a reapresentar falas e posturas que são o reflexo da sua vida fora do meio em que foi adotada. Armadilhas importadas do mundo social - que driblam lá fora - trazidas para dentro do meio aonde idealmente deveria ser de liberdade, de rompimentos com status antigos em favor da sua expressão natural, dos seus talentos, da sua alegria e do seu prazer, qual seja a opção sexual.
Se fosse possível, eu proporia as mulheres pagãs uma recapitulação dos seus ideais e do seu aprendizado. Um convite a audição da sua própria fala, de forma em que fosse possível reaprender o tempo todo, para a preservação da sua alegria e a manutenção da sua coerência com os propósitos assumidos.Seria uma proposta gentil ao exercício da manutenção do seu próprio poder.
Assim as deusas do glamour, das ondas, curvas e entrelaces, num constante exercício de preservação do seu poder pessoal e da sua obra deixando para o mundo comum as suas armadilhas e dos medos da solidão, das rugas, do peso e da idade, permanecendo distantes do entendimento e do modelo comportamental aplicado nos círculos sociais, que ocasionam pressões emocionais, desentendimentos mágoas e rompimentos.
A tensão sexual se expressa em diversos níveis e ambientes do relacionamento humano e pode gerar a uma série de resultados criativos para os envolvidos. Em algum lugar da hipocrisia encontramos uma gavetinha e guardamos esse segredo. Na sociedade atual os protagonistas do desejo que não se entregam a essa possibilidade geralmente não o fazem pelos impedimentos residentes e resistentes de seu sistema de crenças que ainda não foi esvaziado.
Entendimentos do tipo via esquerda e via direita foram desenvolvidos para satisfazer a experimentação humana. A magia sexual em sua origem não apresenta essas limitações surgidas em culturas paralelas e posteriores. Um exemplo disso é o quanto se fala do poder criativo difundido entre magistas, para o quase nada sobre o poder da cura sobre doenças graves e incuráveis do organismo humano e nada se fala da real participação das integridades femininas na manutenção do poder gerado pelo intercurso sexual. E que se pense sobre isso tanto na vida mágica, quanto no casamento formal frente a um Juiz. E que uma possível vida dupla, dentro e fora do universo mágico, não traga sabores amargos a nenhum dos dois meios e pessoas envolvidas.
A ideia de que a natureza humana é separada do espírito divino move o pagão que busca pelo viver natural que o religue ao divino e o entrelace sexual passa, nessa ordem, a ser umas das melhores formas de conexão. As mulheres pagãs podem ser compreendidas como as grandes tecelãs do mundo divino aqui na terra e devem despertar e se conscientizar dessa bela verdade. Através dos seus talentos emocionais e biológicos elas podem se entender como as fontes mantenedoras do seu clã seja a mestria masculina ou feminina.
O receio e a mágoa de ser preterida não tem lugar no coração da mulher consciente e desperta. Por onde passa o seu campo magnético é uma promessa de prazer e realizações e então ela desliza como sobre passarelas acenando em sorrisos as promessas magníficas que encantam a imaginação da sua legião de expectadores.
Márcia Nogueira
Márcia Nogueira - Alba
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