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sempre Tihtih
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Turismo na Europa é uma aula de paciência

Getty Images

Quem quiser visitar o Coliseu, em Roma, precisa acordar muito cedo. Ou a fila vai tirar a paciência do viajante

Eduardo Tessler
De Roma

Esqueça aquele plano construído nos últimos meses de tirar 20 dias de férias na Europa e conhecer 5 países. Os tempos são outros.

Primeira mudança - aeroportos: O mundo está viajando muito mais do que antes. A invasão de empresas low-cost democratizou o turismo, mas acabou com o sossego dos aeroportos. Com as regras duríssimas de segurança nos voos, o tempo perdido nas filas de Raio-X são impensáveis. Considere 3 horas de aeroporto para embarcar em qualquer grande cidade europeia. E mais uma hora para que as bagagens apareçam no destino final. Ah, não esqueça que a quantidade de voos está diretamente proporcional aos atrasos por excesso de tráfego aéreo.

Segunda mudança - pontos turísticos: Quem quiser visitar o Coliseu, em Roma, precisa acordar muito cedo. Ou a fila vai tirar a paciência do viajante. Museu do Vaticano? Melhor comprar o ingresso pela Internet e rezar para os onipresentes japoneses, russos e alemães terem feito outro plano naquele dia. Ou a Capela Sistina será um tormento de cotoveladas em busca do melhor ângulo para ver a obra de Michelângelo.

Terceira mudança - restaurantes: Lotados, claro. Com tanta gente por perto falta mesas disponíveis. Esperar uma hora para ter o direito de comer bem virou rotina.

Quarta mudança - preços: Como prevê a lei da oferta e da procura, uma multidão em busca de uma garrafa d'água faz com que o preço do mais puro e fundamental líquido tenha preços exorbitantes na rua. Você já se imaginou pagando R$ 7 por uma garrafinha de 350ml? Comece a se acostumar.

O problema maior é que o número de turistas dobrou, mas os serviços não conseguem acompanhar esse crescimento. Quem leva os filhos à Disneyworld no verão sabe que as filas estão em todos os brinquedos. Quem deseja passar o 14 de julho em Paris deve entender que todos os franceses têm a mesma ideia.

Na Itália não é possível dobrar o tamanho do Coliseu. Nem fazer com que a concorrida cúpula da Basílica de São Pedro tenha uma entrada extra. É fila e mais fila.

Quem quiser conhecer a Europa em poucos dias, esqueça. Escolha um país e enfrente as filas. Mas tenha mais tempo para cada cidade. Será a única maneira de você entender que obrigado, na Itália, não é Thanks!

Eduardo Tessler é jornalista e consultor de empresas de comunicação

 

 

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